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Unha república entre dous reinos, un lugar cheo de singularidades históricas e culturais, un símbolo da conexión entre Galicia e Portugal. O Couto Mixto, un enclave de tres aldeas que durante séculos funcionou coma unha república independente, está a converterse nos últimos anos no eixe de múltiples iniciativas culturais que reivindican a importancia deste lugar e da súa historia única. Unha historia de séculos durante os cales eran unha terra de ninguén entre Galicia e Portugal, coas súas propias leis e privilexios en canto a alfándegas. Non foi ata 1864 cando, ao se definir finalmente as fronteiras aínda hoxe en vigor, as tres aldeas pasaron a formar parte de Galicia.
Foi no 2000 cando se crean e se entregan os primeiros premios “Xuíces honorarios” do couto mixto, un premio que se repite desde entón ano tras ano a persoas que teñan apoiado a recuperación da memoria deste lugar. Ademais tense feito o irmanamento cos Pobos Promiscuos, aldeas que antes da definición da fronteira estaban divididos pola raia e que ficaron finalmente da banda portuguesa.
En 2002 foi o Couto Mixto o lugar escollido para presentar publicamente o manifesto “Falamos unha lingua milenaria” promovido pola Fundación Premios da Crítica, co que algúns dos nomes máis destacados da cultura do país, ata un total de 149 persoas, dezasete institucións e nove membros da Real Academia, proclamaban a súa fidelidade ao galego como lingua propia e independente. Coincidindo con estes evento creouse en Santiago de Rubiá un milladoiro de
pedras e palabras. Na orixe desta peculiar construcción está un monte de pedras que persoas de todo o país achegaron a este lugar canda unha palabra propia do seu lugar de orixe. A intención é que este milladoiro vaia medrando coas achegas de novas persoas comprometidas coa lingua.
Este ano tamén, a Fundación Premios da Crítica outorgou o seu premio á mellor iniciativa cultural a este lugar pola “recuperación da autoestima e memoria histórica coma parte dun espacio xeográfico e cultural” así como por “favoreceren o reencontro da convivencia entre Galicia e Portugal a partir das raíces comúns”.
A norte de Montalegre situa-se o Couto Mixto composto pelas aldeias de Meaus, Rubiás e Santiago. Hoje pertencem a dois municípios galegos, mas até 1855, formaram um território com apenas 27 quilómetros quadrados, que gozava de uma série de privilégios, a começar pelo auto governação, embora dependessem das casas do duque de Bragança e do Conde de Monterrei.
Os habitantes podiam escolher entre a nacionalidade portuguesa e a espanhola, ou nenhuma. Estavam isentos da tropa, de pagar impostos e até podiam cultivar tabaco. A falta de taxas aduaneiras favoreceu o comércio e também o contrabando. Quem fosse por um caminho que ligava o Couto a Tourém, em Portugal, não podia ser preso nem a mercadoria apreendida. E, para não perder tais benesses, os habitantes do Couto casavam uns com os outros.
Pois bem, dirão vocês – O que é que tudo isto tem a ver com Lamadarcos!? Pois hoje em dia, nada. Mas houve tempos em que parte da actual aldeia de Lamadarcos era Galega e é precisamente aqui que entra o Couto Mixto, pois o tratado de Lisboa de 1864 instituiu a troca do Couto Mixto pelas aldeias de Soutelinho da Raia, Cambedo e Lamadarcos, hoje portuguesas, passando o Couto Mixto, desde então, a ser território galego e daí espanhol.
Mesa redonda dia 12 e 19 de junho às 15h00. Títulos das mesas "Galeguia do século XXI" e "Os Galegos na América".
Exposição “O Sorriso de Daniel”, promovida pelo Conselho de Cultura Galega, até dia 25/06/2007.
Mesas Redondas
Dia 12 de junho as 15h00
TITULO DA MESA : "Galeguia do século XXI"
Mediador: Carlos Quiroga - Professor titular de literaturas lusófonas na Universidade de Santiago de Compostela e Director do Conselho de Redação da Revista Agália
1. José Miguel Wisnik -musico/compositor, professor na USP 2. Luiz Ruffato - escritor 3. Denise Lorch - diretora Museu da Língua Portuguesa 4. Oswaldo Ceschin - professor na USP 5. Yara Frateschi Vieira - professora na USP
Dia 19 de junho as 15h00 TITULO DA MESA : "Os Galegos na América" .Mediadora: Cláudia Regina Costa Lacerda - Doutoranda em História Contemporânea e América da Universidade de Santiago de Compostela (USC).
. Expositores: 1. José Antônio Vidal – Antropólogo, especialista em migrações e doutor em História pela Universidad Complutense de Madrid. Artigo: Causas y factores posibilitadotes del proceso migratorio en el discurso de los emigrantes: los gallegos en Cuba en la primera mitad del siglo XX.
2. Marilia Dalva Klaumann Cánovas – Historiadora, mestre e doutoranda em História Social pela Universidade do Estado de São Paulo (USP). Artigo: Hambre de Tierra. Imigrantes espanhóis na cafeicultura paulista, 1880-1930.
3. Suely Aldir Messeder – Antropóloga, mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), professora de Antropologia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e doutoranda em Cuestións de Filosofia da Universidade de Santiago de Compostela (USC). Artigo: A construção dos atos performativos étnicos no discurso do nacionalismo galego e brasileiro no período de 1845-1914.
Exposição
Chega a São Paulo a exposição Galícia, O Sorriso de Daniel
Mostra em cartaz no Memorial do Imigrante marca mais uma ação dos 120 anos do prédio da antiga hospedaria
O Memorial do Imigrante, da Secretaria de Estado da Cultura, recebe no próximo dia 25 de maio, a exposição itinerante: Galícia: O Sorriso de Daniel, do Arquivo da Emigração Galega. Promovida pelo Conselho da Cultura Galega da região da
Galícia, Espanha, a mostra, traz 62 painéis, de 2,18m de altura por 1m largura, na Sala Galeria do Memorial.
Os painéis fotográficos retratam com riqueza de detalhes a identidade e a diversidade cultural da Galícia e suas manifestações. Entre os trabalhos, a estátua do profeta Daniel no Pórtico da Glória da catedral de Santiago de Compostela - considerado o primeiro sorriso esculpido em pedra na Europa medieval. Outra figura emblemática da mostra é a de Daniel Castelao, em carne e osso, que representa um dos mais sólidos esforços para construir a identidade cultural e política da Galícia.
Produzida com o objetivo de apresentar a Galícia ao mundo, Galícia: O Sorriso de Daniel está dividida em dez temas, entre eles as Águas Santas; A Moradia do Homem; Figuras da Nação; Os Trabalhos e os Dias; Cara da Modernidade; Eixos do Futuro; e O Caminho.
Em cartaz até 25 de junho, Galícia: O Sorriso de Daniel é mais uma das atividades realizadas em comemoração aos 120 anos do prédio da antiga hospedaria do Memorial do Imigrante. A mostra também intensifica os trabalhos da Rede Internacional de Museus de Migração, criada em outubro do ano passado, em Roma, na Itália. No evento, então promovido pela UNESCO e a OIM, a diretora do
Memorial do Imigrante, Ana Maria Leitão, participou como único representante da América Latina.
SERVIÇO Exposição: Galícia: O Sorriso de Daniel Vernissage: dia 25/05, sexta-feira, às 19h Abertura ao público: dia 26/05, sábado, a partir das 10h Até: 25/06/07
MEMORIAL DO IMIGRANTE R. Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, perto do Metrô Bresser Abre de terça a domingo, das 10h às 17h, inclusive feriados Ingressos: R$ 4 e ½ entrada para estudantes Grátis: último sábado do mês e para maiores de 60 e menores de 7 anos Passeios de Locomotiva aos domingos e feriados. Ingressos: de R$ 4 a R$ 7 Passeios de Bonde somente aos domingos. Ingressos: de R$ 4 a R$ 7
Hoxe vindo para o traballo, escoitaba a Ana Carolina cantando Vaca Profana, de Caetano. Pensei que talvez a encontrase no YouTube. Non a encontrei cantada por ela, encontrei esto cantado por Caetano e con a letra. Para quen non coñeza, paga a pena.
Como a letra está incompleta, aqui vai enteira:
Vaca Profana Caetano Veloso
Respeito muito minhas lágrimas Mas ainda mais minha risada Inscrevo, assim, minhas palavras Na voz de uma mulher sagrada Vaca profana, põe teus cornos Pra fora e acima da manada Vaca profana, põe teus cornos Pra fora e acima da man... Ê, ê, ê, ê, ê, Dona das divinas tetas Derrama o leite bom na minha cara E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida Madrileña" Também te mata Barcelona Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks Picassos movem-se por Londres Bahia, onipresentemente Rio e belíssimo horizonte Bahia, onipresentemente Rio e belíssimo horiz... Ê, ê, ê, ê, ê, Vaca de divinas tetas La leche buena toda en mi garganta La mala leche para los "puretas"
Quero que pinte um amor Bethânia Stevie Wonder, andaluz Como o que tive em Tel Aviv Perto do mar, longe da cruz Mas em composição cubista Meu mundo Thelonius Monk`s blues Mas em composição cubista Meu mundo Thelonius Monk`s... Ê, ê, ê, ê, ê, Vaca das divinas tetas Teu bom só para o oco, minha falta E o resto inunde as almas dos caretas
Sou tímido e espalhafatoso Torre traçada por Gaudi São Paulo é como o mundo todo No mundo, um grande amor perdi Caretas de Paris e New York Sem mágoas, estamos aí Caretas de Paris e New York Sem mágoas estamos a... Ê, ê, ê, ê, ê, Dona das divinas tetas Quero teu leite todo em minha alma Nada de leite mau para os caretas
Mas eu também sei ser careta De perto, ninguém é normal Às vezes, segue em linha reta A vida, que é "meu bem, meu mal" No mais, as "ramblas" do planeta "Orchata de chufa, si us plau" No mais, as "ramblas" do planeta "Orchata de chufa, si us... Ê, ê, ê, ê, ê, Deusa de assombrosas tetas Gotas de leite bom na minha cara Chuva do mesmo bom sobre os caretas...
O "Portal Domínio Público", lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.